A revelação de Jesus Cristo
Olá, leitores do blog Palavras que Edificam e Salva!
Neste post, vamos estudar os três primeiros capítulos do livro de Apocalipse, que é o último livro da Bíblia e que revela os acontecimentos futuros relacionados ao fim dos tempos, à segunda vinda de Cristo e ao juízo final.
Vamos usar como referência a versão Almeida Ferreira Revisada, que é uma tradução fiel e atualizada do texto original em grego.
O livro de Apocalipse foi escrito pelo apóstolo João, que estava exilado na ilha de Patmos, por volta do ano 95 d.C., sob a perseguição do imperador romano Domiciano.
João recebeu uma série de visões e mensagens de Deus, que ele registrou por escrito para as sete igrejas da Ásia Menor (atual Turquia), que estavam passando por tribulações e tentações.
O propósito do livro é encorajar os cristãos a permanecerem fiéis a Jesus, mesmo diante das adversidades, e a esperar com confiança a sua vitória final sobre o mal.
O capítulo 1 de Apocalipse apresenta a introdução do livro, que contém o título, o autor, os destinatários, a saudação, a bênção e o tema.
O título é "A revelação de Jesus Cristo" (v. 1), que significa que o livro revela quem é Jesus, o que ele fez, o que ele está fazendo e o que ele fará no futuro.
O autor é João, que se identifica como "servo" de Jesus e "irmão" dos cristãos (v. 1, 4, 9). Os destinatários são as sete igrejas da Ásia Menor, que são mencionadas pelo nome no v. 4 e no v. 11.
A saudação é "graça e paz" (v. 4), que resume o desejo de Deus para os seus filhos. A bênção é "3 Feliz aquele que lê, e os que escutam as palavras desta revelação, e observam as coisas que nela estão escritas; porque o momento está próximo.
" (v. 3), que promete felicidade e recompensa para os que obedecem à palavra de Deus.
O tema é "as coisas que brevemente devem acontecer" (v. 1), que indica que o livro trata dos eventos futuros relacionados ao plano de Deus para a história.
O capítulo 1 também apresenta a visão inicial de João, na qual ele vê Jesus glorificado no meio dos sete candeeiros de ouro, que representam as sete igrejas (v. 12-13).
Jesus se identifica como "o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último" (v. 11), "o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre" (v. 18) e "o Filho do homem" (v. 13), que é um título messiânico tirado do livro de Daniel (7:13-14).
Jesus tem uma aparência majestosa e assustadora: seus olhos são como chama de fogo, sua voz é como muitas águas, sua face é como o sol em seu fulgor (v. 14-16).
Jesus segura nas suas mãos as sete estrelas, que representam os anjos das sete igrejas (v. 16, 20), e tem na sua boca uma espada afiada de dois gumes, que representa a sua palavra poderosa e julgadora (v. 16; cf. Hb 4:12).
Jesus diz a João para não temer, pois ele tem as chaves da morte e do inferno (v. 17-18), e ordena-lhe que escreva as coisas que viu, as que são e as que hão de acontecer depois destas (v. 19).
Os capítulos 2 e 3 de Apocalipse contêm as cartas de Jesus para as sete igrejas da Ásia Menor: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.
Cada carta segue um padrão semelhante: uma introdução, que identifica o remetente, o destinatário e um atributo de Jesus; uma avaliação, que elogia ou repreende a igreja por sua conduta; uma exortação, que aconselha a igreja a se arrepender, a perseverar ou a vencer; e uma promessa, que oferece uma recompensa para os que forem fiéis até o fim.
As cartas revelam as virtudes e os defeitos das igrejas, as bênçãos e as maldições que elas receberão, e a soberania e a graça de Jesus sobre elas.
A carta para Éfeso (2:1-7) reconhece o trabalho, a paciência, a ortodoxia e o ódio às obras dos nicolaítas (um grupo herético) da igreja, mas reprova a sua falta de amor, que é o primeiro mandamento (Mt 22:37-38).
A exortação é para se lembrar de onde caiu, se arrepender e praticar as primeiras obras. A promessa é comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus (cf. Gn 2:9; 3:22-24; Ap 22:2).
A carta para Esmirna (2:8-11) elogia a fidelidade, a pobreza e a tribulação da igreja, que é perseguida pelos judeus (que são chamados de sinagoga de Satanás).
A exortação é para não temer as coisas que hão de sofrer, mas ser fiel até à morte. A promessa é receber a coroa da vida e não ser ferido pela segunda morte (que é o lago de fogo; cf. Ap 20:14-15).
A carta para Pérgamo (2:12-17) louva a perseverança da igreja, que vive onde está o trono de Satanás (uma referência ao culto ao imperador romano ou ao deus pagão Zeus), mas censura a sua tolerância aos ensinos de Balaão e dos nicolaítas, que induzem à idolatria e à imoralidade sexual.
A exortação é para se arrepender ou enfrentar o juízo da espada de Jesus. A promessa é receber o maná escondido e uma pedra branca com um nome novo escrito (símbolos de comunhão e identidade com Jesus).
A carta para Tiatira (2:18-29) aplaude as obras, o amor, a fé, o serviço e a paciência da igreja, mas condena a sua aceitação à falsa profetisa Jezabel, que seduz os servos de Jesus a se prostituírem e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.
A exortação é para se arrepender ou sofrer doença, tribulação e morte. A promessa é receber autoridade sobre as nações e a estrela da manhã (que é o próprio Jesus; cf. Ap 22:16).
A carta para Sardes (3:1-6) reconhece o nome, mas denuncia as obras mortas da igreja, que tem fama de viva, mas está morrendo.
A exortação é para vigiar, fortalecer o que resta, lembrar o que recebeu e ouviu, guardar e se arrepender. A promessa é ser vestido de vestes brancas (que representam pureza e justiça), ter o nome no livro da vida (que garante a salvação eterna) e ser confessado por Jesus diante do Pai e dos anjos.
A carta para Filadélfia (3:7-13) louva a fidelidade, a paciência e a obediência da igreja, que tem pouca força, mas guarda a palavra de Jesus e não nega o seu nome.
A exortação é para conservar o que tem, para que ninguém tome a sua coroa.
A promessa é ser guardado da hora da tentação (que virá sobre todo o mundo), ser feito coluna no templo de Deus (que significa estabilidade e honra) e ter escrito sobre si o nome de Deus, da cidade de Deus e do nome novo de Jesus (que significa pertença e identificação com Deus).
A carta a igreja de Laodiceia (Apocalipse 3:14-22) é uma das sete cartas enviadas por Jesus Cristo às igrejas da Ásia Menor no livro do Apocalipse.
Nesta carta, Jesus repreende a igreja de Laodiceia por sua mornidão espiritual e a exorta a se arrepender e buscar a verdadeira riqueza, a verdadeira vestidura e o verdadeiro colírio que ele oferece.
A igreja de Laodiceia era uma igreja rica e próspera, mas que havia se tornado indiferente às coisas de Deus. Jesus diz que ela era "nem fria nem quente", mas "morna" (Apocalipse 3:15-16).
Isso significa que ela não tinha nem o zelo ardente dos cristãos fervorosos, nem a oposição aberta dos incrédulos, mas uma atitude de complacência e auto-suficiência.
Jesus diz que essa mornidão era tão repugnante que ele estava prestes a vomitá-la da sua boca.
Jesus também diz que a igreja de Laodiceia era cega, nua e miserável, apesar de se considerar rica, abastada e sem necessidade de nada (Apocalipse 3:17).
Ela confiava em suas riquezas materiais, mas não percebia sua pobreza espiritual. Ela se vestia com roupas finas, mas não tinha as vestes brancas da justiça de Cristo.
Ela se orgulhava de sua visão, mas não tinha o colírio que lhe daria a visão espiritual.
Jesus, porém, não desiste da igreja de Laodiceia. Ele diz que a repreende e disciplina porque a ama, e a convida a se arrepender (Apocalipse 3:19).
Ele também diz que está à porta e bate, e que se alguém ouvir a sua voz e abrir a porta, ele entrará e ceiará com ele (Apocalipse 3:20).
Essa é uma imagem de comunhão íntima e restauração do relacionamento. Jesus quer que a igreja de Laodiceia reconheça seu pecado, abra seu coração e receba sua graça.
A carta termina com uma promessa aos vencedores: eles se assentarão com Jesus no seu trono, assim como ele venceu e se assentou com o Pai no seu trono (Apocalipse 3:21).
Isso significa que eles participarão da glória e do governo de Cristo na eternidade. Essa é uma recompensa incomparável para os que perseveram na fé e na fidelidade a Cristo


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